Eleições: entenda o que fazer com o seu dinheiro

Este estudo tem como objetivo avaliar o retorno dos ativos financeiros no Brasil em anos de eleições presidenciais,
avaliar o retorno individual dos principais indicadores, e da mesma forma avaliar o desempenho de carteiras de investimento.

O brasileiro de uma forma geral se assusta (diga-se de passagem, com razão) do que pode acontecer nas eleições presidenciais, sempre muito polarizadas e com candidatos de múltiplos perfis e discursos. A próxima em 2022 parece não ser diferente, então decidimos fazer um levantamento estatístico e avaliar de fato o que aconteceu com o mercado nas quatro eleições anteriores, de 2006 até 2018.

Foram feitos levantamento dos retornos nos anos completos utilizando os principais índices de referência do mercado, seja o CDI (Renda Fixa), o IBOV (ações), IMA-B (títulos públicos NTN-B, atrelados à inflação/IPCA), DÓLAR (variação câmbio dólar/real) e SP 500 (ações americanas em dólar, ou seja, sem o efeito do câmbio). 

Acabou ficando de fora o IFIX (índice dos fundos imobiliários), uma vez que esse índice é relativamente novo, tendo surgido apenas em 2012, o que limitaria o escopo do estudo.

Desta forma temos o seguinte quadro de desempenho, já com o retorno médio dos 4 anos elencados.

Tabela

Descrição gerada automaticamente

Curiosamente o índice de pior retorno médio é DÓLAR, tendo caído em 2 dos 4 anos, e por outro lado a maior surpresa é o IMA-B, com retorno médio elevado, e ainda sim bastante consistente em todos os anos!

Além disso, fizemos uma simulação do desempenho de duas carteiras de investimento em cada um dos anos, uma conservadora e outra moderada. A carteira conservadora foi simulada com 60% em CDI, 30% em IMA-B e 10% em DÓLAR. A carteia moderada foi montada considerando 30% em CDI, 30% em IMA-B, 20% em IBOV, 10% em DÓLAR e 10% em SP 500.

Tabela

Descrição gerada automaticamente

Foram calculados ainda os retornos médios, e dados de volatilidade e eficiência em comparação com o CDI.  Vale destacar que a medida que incluímos ativos na carteira que possuem correlação negativa entre si, exemplo ações brasil e dólar, ajuda a carteira a ter uma menor variação, tendo desta forma fundamental importância para diminuir as amplitudes de retornos ano a ano.

Por último, avaliamos o índice de eficiência, calculado pelo índice de Sharpe, que mede a relação retorno versus o risco, e neste caso ambas as carteiras tem eficiência acima de 0,00 o que indica uma relação de eficiência positiva (vale a pena correr o risco dessa carteira em detrimento à segurança do CDI).

Naturalmente retornos passados não garantem retornos futuros, mas podem nos dar uma indicação sobre as possibilidades de eventos ocorreram. O mercado financeiro não é tão obvio como as pessoas imaginam, e por isso é tão difícil de prever e acertar os movimentos.

Ter carteiras diversificadas costumam ser sempre a melhor alternativa para ao mesmo tempo gerar segurança e ter possibilidades de retornos acima da média!

Bons Investimentos!